
Integrantes de diversos movimentos culturais de Alagoas acusam o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), de realizar um desmonte na Cultura maceioense. De acordo com a nota enviada à Mídia Caeté, desde que tomou posse, JHC tem “promovido um notável desmonte da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC)”.
Ainda segundo as informações da nota, o responsável pelo Executivo da capital alagoana lança editais sem promover ações efetivas que beneficiem a classe artística da capital e que a FMAC se tornou um “órgão promotor de showmícios, investindo milhões em megaeventos populares que trazem apenas vantagens eleitorais para o prefeito”.
Em outro trecho, os movimentos culturais condenam a política do pão e circo promovida por JHC, destacando que se trata de uma visão provinciana e que essa irresponsabilidade com o dinheiro público, além de revoltar os “fazedores de cultura de Maceió”, levanta a suspeita na imprensa e nos órgãos de fiscalização.
“Por isso, é fundamental a realização de uma investigação para averiguar possíveis irregularidades, na contratação dos artistas, na realização dos convênios e no descumprimento de algumas legislações, como a da Lei Brasileira de Inclusão – LBI – nº 13.146/2015, ao não incluir acessibilidade comunicacional para a população com deficiência auditiva e visual em seus showmícios”, destaca a nota.
Assinam a carta denúncia os fóruns Setorial do Audiovisual de Alagoas; da Literatura em Alagoas; de Teatro de Maceió; Afro de Maceió; da Música de Maceió; além da Comissão Cultural de Alagoas e do Coletivo das editoras independentes de Alagoas.
À Mídia Caeté, a assessoria de Comunicação da FMAC informou que não irá se posicionar sobre o caso.
Recentemente a Prefeitura de Maceió foi amplamente criticada após a publicação no Diário Oficial do Município (DOM), do dia 15 de maio. De acordo com a publicação a capital alagoana pagará R$ 8 milhões à escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, do Rio de Janeiro, para ser tema de um samba-enredo no carnaval de 2024.