
SEM ANISTIA | Na manhã desta sexta-feira (18), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e passará a usar tornozeleira eletrônica e seguir uma série de medidas restritivas, inclusive a proibição de utilizar as redes sociais. A determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu ainda que Bolsonaro está proibido de sair durante a noite, de se aproximar de embaixadas e de conversar com outros réus e investigados pela Corte.
Investigadores da PF identificaram indícios de que o ex-presidente estava articulando uma eventual fuga do Brasil, Diante disso, a corte e a corporação optaram por tomar medidas cautelares. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente confessou de forma “consciente e voluntária” uma tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira e que agiu com o filho Eduardo para “interferir no curso de processos judiciais”.
“A conduta do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO […] é tão grave e despudorada que na data de hoje (17/7/2025), em entrevista coletiva, sem qualquer respeito à Soberania Nacional do Povo brasileiro, à Constituição Federal e à independência do Poder Judiciário, expressamente, confessou sua consciente e voluntária atuação criminosa na extorsão que se pretende contra a Justiça brasileira, CONDICIONANDO O FIM DA “TAXAÇÃO/SANÇÃO” À SUA PRÓPRIA ANISTIA”, escreveu Moraes.
TARIFAÇO E ATENTADO À SOBERANIA NACIONAL
Ainda de acordo com Alexandre de Moraes, Bolsonaro condicionou publicamente o fim das sanções econômicas impostas pelos EUA à sua própria anistia, durante uma entrevista coletiva nesta quinta.
A Polícia Federal apreendeu um pendrive escondido em um banheiro da casa de Bolsonaro, segundo agentes informaram ao STF. O objeto foi encaminhado para o laboratório da PF e será periciado pela polícia científica. Além disso, foram achados aproximadamente US$ 14 mil e R$ 8 mil, sem declaração. Os mandados foram cumpridos na casa do ex-presidente, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro.
Em entrevista após colocar a tornozeleira eletrônica, Bolsonaro disse que investigação contra ele é política e “suprema humilhação”. E negou que pense em sair do país ou se refugir em alguma embaixada (convenções internacionais restringe a possibilidade de prisão nesses locais).





